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A experiência é de Nampula: Grandes produtores que partiram do nada |
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Escrito por Ricardo Sousa
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Domingo, 05 Maio 2013 06:30 |
A experiência é de Nampula: Grandes produtores que partiram do nada
PRODUZIR tendo em vista o mercado tem sido um dos sustentáculos da abordagem do governo para os pequenos e médios produtores rurais. Em Nampula, aproveitando as condições agro-ecológicas prevalecentes, agricultores há que estão a demonstrar que é possível enfrentar os desafios e crescer tendo como ponto de partida quase nada.
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
E com quase nada estão a criar as bases para a geração da riqueza. O ponto de partida, como sempre é o sustento da família com uma pequena machamba e no caso da pecuária com um ou dois caprinos. Aos poucos foram percebendo que é possível ir um pouco longe. Neste desafio, todos os dias surge uma contrariedade, mas não desistem.
Um estudo feito tendo em vista a implementação do Prosavana, no Corredor de Nacala que inclui Nampula, mostra que nestes locais predomina uma inadequada infra-estrutura social e falta de acesso a bens e serviços.
A agricultura da região reflecte o panorama nacional, marcado pela baixa produtividade agrícola e pela agricultura de subsistência cultivando-se o milho, mandioca, mapira, arroz e feijão (nhemba), além da criação de pequenos animais.
O referido estudo mostra que este contexto é reflexo directo das precariedades da infra-estrutura de produção, armazenagem e distribuição de produtos da agricultura, limitações do sistema de investigação na região, desconhecimento da organização social e económica da população-alvo, a ocupação indiscriminada das áreas agrícolas, sem utilização de adequadas tecnologias de maneio dos solos, da água e da biodiversidade e baixos níveis de produção e de produtividade agrícola, em decorrência de um precário sistema de acesso aos insumos básicos e de divulgação e absorção das tecnologias disponíveis.
A nossa Reportagem esteve recentemente em Nampula e quis perceber como é que as coisas se cosem tendo como ponto de referência também o pequeno produtor.
A terra fértil, disponibilidade de água e acima de tudo o facto de estar inserido numa das zonas agro-ecológicas promissoras, fazem com que empreendimentos de diversa natureza, tamanho e objectivo final, coexistam.
Muitos dos empreendimentos do sector familiar visitados pela nossa Reportagem mostram potencial para crescer mas, muitas vezes, as condicionantes ainda prevalecentes, sobretudo no que se refere as vias de acesso para a colocação dos produtos fazem retroceder.
Uma experiência interessante por nós registada tem a ver com a realização de feiras onde são expostos diversos tipos de produtos. Mas chegar a feira expor e vender tem sido um bico de obra para os produtores locais.
Mesmo assim, fica demonstrado que o empenho destes pequenos e médios agricultores faz com que a província de Nampula já não conviva com o espectro de fome que invariavelmente era reportada em distritos situados a Norte como é o caso de Memba.
Por isso mesmo, muitos são que duma agricultura do tipo familiar estão agora a expandir os seus horizontes empregando os seus concidadãos e já assumem riscos adquirindo meios de produção como tractores que estão a ser repassados pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário a título de crédito.
Os programas que tem sido levados a cabo pelo executivo através da extensão agrária e mesmo através da disponibilização de outros meios como sementes de qualidade e crédito, tem permitido aos camponeses pensar em dias promissores.
O Director provincial da agricultura, Pedro Dzucule, confirmou a nossa Reportagem que observa-se um crescimento substancial que deixa as autoridades tranquilas.
É neste quadro que o desafio da província na presente campanha é de atingir seis milhões de toneladas de produtos diversos tendo como ponto de partida as 5.6 milhões de toneladas de culturas diversas com destaque para raízes e tubérculos, cereais e culturas emergentes da campanha passada.
De acordo com a nossa fonte, para além do aumento da produção, também há o desafio da diversificação da produção de culturas alimentares para que se deixe de olhar para Nampula tendo como referência a mandioca enquanto há potencialidades para produzir todo o tipo de culturas desde as de rendimento como o tabaco, o algodão, gergelim e soja como também as alimentares como o milho, feijões, amendoim dentre outras.
Professor, pastor da igreja e agricultor
Professor, pastor e agricultor
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
Uma das histórias interessantes que registamos no contacto que tivemos com os pequenos produtores em Nampula é a de Ricardo Uaneira de 49 anos, casado, pai de 13 filhos que para além de professor, é pastor e também se dedica a agricultura. O mais curioso é que em todas as áreas onde está envolvido dá-se bem. O segredo, segundo nos contou, é a organização.
Uanera é director da escola primária completa 1º de Maio, fundador e pastor da Igreja Velhos Apóstolos e melhor agricultor de Mecuburi. Três facetas num mesmo homem.
Encontramos Uanera em Rapane, 30 quilómetros da vila sede de Mecuburi, nos seus afazeres diários que passaram a incluir a agricultura a partir do momento que viu que o salário de professor não era suficiente para alimentar a família.
Na presente campanha Uanera tem em campo 21 hectares de algodão, doze de gergelim, 4 de mapira, cinco de milho, 1,5 de amendoim, 1,5 de feijão jugo consociado com mapira e 50 hectares de hortícolas. Também apostou na pecuária criando gado bovino, caprino e suíno para além de aves.
“Trabalhando na educação também ambicionava a agricultura porque tinha família por sustentar. Quando vi que o meu salário não iria cobrir preferi em parte abraçar a agricultura em 2005”, disse.
Por conta da sua entrega na prática da agricultura, Uanera foi avaliado como melhor produtor em 2008 apesar de que usava enxada para lavoura.
“Eu tinha feito uma machamba muito grande e vieram técnicos da agricultura que me convidaram para participar em Lalaua no dia do produtor onde demonstrei a minha actividade. Recebi sementes, enxada e foice, mas depois de algum tempo apareceu o director dos serviços distritais da agricultura e disse que tinha sido beneficiado dum tractor que pagarei em cinco anos”, disse.
Neste momento, Uanera já não depende da enxada para as suas actividades e conta com o potente tractor 4x4 cedido no âmbito do processo de repassagem que está a ser feito pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) para capacitar os produtores a produzirem mais e melhor.
Por conta do aumento de áreas cultivadas e das culturas em campo, Uanera emprega hoje 23 seus concidadãos de modo que enquanto está na escola o trabalho não pára.
“O tractor que me foi dado pelo FDA está a valer. Mesmo com a seca vou tirar alguma coisa. Agora estou a pensar em comprar uma moageira para transformar o milho e facilitar outras pessoas e um carro escoar a minha produção porque agora faço com o tractor e é dispendioso por causa dos custos de combustível”, disse.
Aproveitando o facto de ter uma represa com água todo o ano, Uanera adquiriu uma motobomba com a qual na presente época fresca pretende apostar também nas hortícolas.
Com o esforço da agricultura, Uanera tem uma filha que concluiu já o ensino básico como técnica agrária e o filho está a fazer ciências agrárias em Cuamba, Niassa.
A entrega e dedicação de Uanera é testemunhada pela directora distrital de actividades económicas em Mecubúri, Maria de Lurdes Airone, que o considera um produtor dedicado.
“Nesta campanha devíamos ter bons resultados mas houve uma interrupção das chuvas nos princípios de Março que prejudicou a produtividade. Por outro lado, tivemos chuvas excessivas desde Dezembro a finais de Fevereiro que criou dificuldades para a sacha chegando o capim a cobrir as culturas”, disse-nos Airone.
A perspectiva do distrito é alcançar a produção de 318477 toneladas de produtos diversos contra 308522 da campanha passada.
Anabela Reis - Rainha dos frangos
Rainha dos frangos
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
Rainha dos Frangos é como é conhecida Anabela dos Reis, formada em gestão mas apaixonada pela criação de galináceos, actividade através da qual é reconhecida em Nacala-Porto.
“Comecei a produzir frangos para a atender as necessidades do meu restaurante. Ia sempre a Nampula para adquirir porque não havia ninguém a produzir frangos. Os que estavam a produzir não conseguiam satisfazer. Com base na pequena criação que tinha fui recebendo solicitações que fizeram com que aumentasse a produção para mil e depois dois mil”, disse.
Com base nesta actividade, reis investiu na construção de novos pavilhões aumentando a capacidade para 27 a 30 mil frangos em 45 dias.
Os pavilhões foram construídos num local mais amplo relativamente distante das zonas residenciais.
“Aqui fiz pavilhões mais espaçosos. Com melhor arejamento e água em caso de doenças não haveria contaminação. Agora estou a produzir apenas 3000 frangos porque estou numa outra fase do projecto que é instalar o matadouro que uma vez concluído poderá permitir produzir cem mil frangos”, disse.
O principal constrangimento neste momento é a falta de financiamento para a construção do matadouro.
“Preciso de cinco milhões de meticais para a infra-estrutura do matadouro. Já pedi financiamento e há empresas que responderam positivamente agora estou na fase de procurar fundos para fazer a infra-estrutura”, disse.
Reis emprega neste momento 20 trabalhadores todos homens. Na percepção local, as mulheres estão para trabalhos domésticos.
Para além de investir no matadouro, a perspectiva da “Rainha dos Frangos“ é adquirir um posto de transformação para levar energia para o actual aviário situado na zona de Nauaya num espaço que conta com dez hectares, a doze quilómetros do centro da cidade.
A aposta de Anabela num matadouro, reside no facto dos grandes clientes preferirem o frango congelado ao invés do vivo que é a actual base do seu negócio.
Segundo avançou, já tem alguns contactos que podem permitir a rápida colocação do seu frango no mercado.
Apontou como exemplo o Grupo Terra Mar que está a abrir um supermercado em Nacala que individualmente está a precisar de 30 mil unidades.
Uma experiência similar a de Anabela reis encontramos Tiago Amorim desta feita na criação de gado. Começou há 22 anos com uma cabeça que tinha sido adquirida para o abate que depois acabou não sendo dando lugar a procriação num curral que tem agora 500 bovinos.
Amorim fornece actualmente 20 animais por mês para o abate na cidade de Nacala-Porto muito pouco ainda considerando as necessidades. A maior parte da carne consumida na cidade provêem de mercados longínquos como Maputo, facto que é apontado como uma oportunidade para a agro-pecuária na região onde esta está pouco difundida.
“A procura tem crescido ultimamente e não tem sido fácil atender às necessidades. A raça predominante é brahman apesar de ter fêmeas landi e freeslander”, disse.
Amorim diz não saber quanto investiu no negócio, uma vez que a sua área principal é o comércio e indústria donde tem tirado algum para a actividade agro-pecuária.
“Tem sido um investimento contínuo. Tenho aqui 100 suínos e estou a iniciar a criação de cavalos para lazer e para os grandes investimentos turísticos aqui na zona. O efectivo actual é de oito dos quais quatro nasceram aqui para além de dez burros”, ajuntou.
A agro-pecuária Amorim que ocupa uma área de 700 hectares também está a pensar introduzir a inseminação artificial, um método que visa a melhoria das raças.
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A experiência é de Nampula: Grandes produtores que partiram do nada |
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Escrito por Ricardo Sousa
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Domingo, 05 Maio 2013 06:30 |
A experiência é de Nampula: Grandes produtores que partiram do nada
PRODUZIR tendo em vista o mercado tem sido um dos sustentáculos da abordagem do governo para os pequenos e médios produtores rurais. Em Nampula, aproveitando as condições agro-ecológicas prevalecentes, agricultores há que estão a demonstrar que é possível enfrentar os desafios e crescer tendo como ponto de partida quase nada.
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
E com quase nada estão a criar as bases para a geração da riqueza. O ponto de partida, como sempre é o sustento da família com uma pequena machamba e no caso da pecuária com um ou dois caprinos. Aos poucos foram percebendo que é possível ir um pouco longe. Neste desafio, todos os dias surge uma contrariedade, mas não desistem.
Um estudo feito tendo em vista a implementação do Prosavana, no Corredor de Nacala que inclui Nampula, mostra que nestes locais predomina uma inadequada infra-estrutura social e falta de acesso a bens e serviços.
A agricultura da região reflecte o panorama nacional, marcado pela baixa produtividade agrícola e pela agricultura de subsistência cultivando-se o milho, mandioca, mapira, arroz e feijão (nhemba), além da criação de pequenos animais.
O referido estudo mostra que este contexto é reflexo directo das precariedades da infra-estrutura de produção, armazenagem e distribuição de produtos da agricultura, limitações do sistema de investigação na região, desconhecimento da organização social e económica da população-alvo, a ocupação indiscriminada das áreas agrícolas, sem utilização de adequadas tecnologias de maneio dos solos, da água e da biodiversidade e baixos níveis de produção e de produtividade agrícola, em decorrência de um precário sistema de acesso aos insumos básicos e de divulgação e absorção das tecnologias disponíveis.
A nossa Reportagem esteve recentemente em Nampula e quis perceber como é que as coisas se cosem tendo como ponto de referência também o pequeno produtor.
A terra fértil, disponibilidade de água e acima de tudo o facto de estar inserido numa das zonas agro-ecológicas promissoras, fazem com que empreendimentos de diversa natureza, tamanho e objectivo final, coexistam.
Muitos dos empreendimentos do sector familiar visitados pela nossa Reportagem mostram potencial para crescer mas, muitas vezes, as condicionantes ainda prevalecentes, sobretudo no que se refere as vias de acesso para a colocação dos produtos fazem retroceder.
Uma experiência interessante por nós registada tem a ver com a realização de feiras onde são expostos diversos tipos de produtos. Mas chegar a feira expor e vender tem sido um bico de obra para os produtores locais.
Mesmo assim, fica demonstrado que o empenho destes pequenos e médios agricultores faz com que a província de Nampula já não conviva com o espectro de fome que invariavelmente era reportada em distritos situados a Norte como é o caso de Memba.
Por isso mesmo, muitos são que duma agricultura do tipo familiar estão agora a expandir os seus horizontes empregando os seus concidadãos e já assumem riscos adquirindo meios de produção como tractores que estão a ser repassados pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário a título de crédito.
Os programas que tem sido levados a cabo pelo executivo através da extensão agrária e mesmo através da disponibilização de outros meios como sementes de qualidade e crédito, tem permitido aos camponeses pensar em dias promissores.
O Director provincial da agricultura, Pedro Dzucule, confirmou a nossa Reportagem que observa-se um crescimento substancial que deixa as autoridades tranquilas.
É neste quadro que o desafio da província na presente campanha é de atingir seis milhões de toneladas de produtos diversos tendo como ponto de partida as 5.6 milhões de toneladas de culturas diversas com destaque para raízes e tubérculos, cereais e culturas emergentes da campanha passada.
De acordo com a nossa fonte, para além do aumento da produção, também há o desafio da diversificação da produção de culturas alimentares para que se deixe de olhar para Nampula tendo como referência a mandioca enquanto há potencialidades para produzir todo o tipo de culturas desde as de rendimento como o tabaco, o algodão, gergelim e soja como também as alimentares como o milho, feijões, amendoim dentre outras.
Professor, pastor da igreja e agricultor
Professor, pastor e agricultor
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
Uma das histórias interessantes que registamos no contacto que tivemos com os pequenos produtores em Nampula é a de Ricardo Uaneira de 49 anos, casado, pai de 13 filhos que para além de professor, é pastor e também se dedica a agricultura. O mais curioso é que em todas as áreas onde está envolvido dá-se bem. O segredo, segundo nos contou, é a organização.
Uanera é director da escola primária completa 1º de Maio, fundador e pastor da Igreja Velhos Apóstolos e melhor agricultor de Mecuburi. Três facetas num mesmo homem.
Encontramos Uanera em Rapane, 30 quilómetros da vila sede de Mecuburi, nos seus afazeres diários que passaram a incluir a agricultura a partir do momento que viu que o salário de professor não era suficiente para alimentar a família.
Na presente campanha Uanera tem em campo 21 hectares de algodão, doze de gergelim, 4 de mapira, cinco de milho, 1,5 de amendoim, 1,5 de feijão jugo consociado com mapira e 50 hectares de hortícolas. Também apostou na pecuária criando gado bovino, caprino e suíno para além de aves.
“Trabalhando na educação também ambicionava a agricultura porque tinha família por sustentar. Quando vi que o meu salário não iria cobrir preferi em parte abraçar a agricultura em 2005”, disse.
Por conta da sua entrega na prática da agricultura, Uanera foi avaliado como melhor produtor em 2008 apesar de que usava enxada para lavoura.
“Eu tinha feito uma machamba muito grande e vieram técnicos da agricultura que me convidaram para participar em Lalaua no dia do produtor onde demonstrei a minha actividade. Recebi sementes, enxada e foice, mas depois de algum tempo apareceu o director dos serviços distritais da agricultura e disse que tinha sido beneficiado dum tractor que pagarei em cinco anos”, disse.
Neste momento, Uanera já não depende da enxada para as suas actividades e conta com o potente tractor 4x4 cedido no âmbito do processo de repassagem que está a ser feito pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) para capacitar os produtores a produzirem mais e melhor.
Por conta do aumento de áreas cultivadas e das culturas em campo, Uanera emprega hoje 23 seus concidadãos de modo que enquanto está na escola o trabalho não pára.
“O tractor que me foi dado pelo FDA está a valer. Mesmo com a seca vou tirar alguma coisa. Agora estou a pensar em comprar uma moageira para transformar o milho e facilitar outras pessoas e um carro escoar a minha produção porque agora faço com o tractor e é dispendioso por causa dos custos de combustível”, disse.
Aproveitando o facto de ter uma represa com água todo o ano, Uanera adquiriu uma motobomba com a qual na presente época fresca pretende apostar também nas hortícolas.
Com o esforço da agricultura, Uanera tem uma filha que concluiu já o ensino básico como técnica agrária e o filho está a fazer ciências agrárias em Cuamba, Niassa.
A entrega e dedicação de Uanera é testemunhada pela directora distrital de actividades económicas em Mecubúri, Maria de Lurdes Airone, que o considera um produtor dedicado.
“Nesta campanha devíamos ter bons resultados mas houve uma interrupção das chuvas nos princípios de Março que prejudicou a produtividade. Por outro lado, tivemos chuvas excessivas desde Dezembro a finais de Fevereiro que criou dificuldades para a sacha chegando o capim a cobrir as culturas”, disse-nos Airone.
A perspectiva do distrito é alcançar a produção de 318477 toneladas de produtos diversos contra 308522 da campanha passada.
Anabela Reis - Rainha dos frangos
Rainha dos frangos
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
Rainha dos Frangos é como é conhecida Anabela dos Reis, formada em gestão mas apaixonada pela criação de galináceos, actividade através da qual é reconhecida em Nacala-Porto.
“Comecei a produzir frangos para a atender as necessidades do meu restaurante. Ia sempre a Nampula para adquirir porque não havia ninguém a produzir frangos. Os que estavam a produzir não conseguiam satisfazer. Com base na pequena criação que tinha fui recebendo solicitações que fizeram com que aumentasse a produção para mil e depois dois mil”, disse.
Com base nesta actividade, reis investiu na construção de novos pavilhões aumentando a capacidade para 27 a 30 mil frangos em 45 dias.
Os pavilhões foram construídos num local mais amplo relativamente distante das zonas residenciais.
“Aqui fiz pavilhões mais espaçosos. Com melhor arejamento e água em caso de doenças não haveria contaminação. Agora estou a produzir apenas 3000 frangos porque estou numa outra fase do projecto que é instalar o matadouro que uma vez concluído poderá permitir produzir cem mil frangos”, disse.
O principal constrangimento neste momento é a falta de financiamento para a construção do matadouro.
“Preciso de cinco milhões de meticais para a infra-estrutura do matadouro. Já pedi financiamento e há empresas que responderam positivamente agora estou na fase de procurar fundos para fazer a infra-estrutura”, disse.
Reis emprega neste momento 20 trabalhadores todos homens. Na percepção local, as mulheres estão para trabalhos domésticos.
Para além de investir no matadouro, a perspectiva da “Rainha dos Frangos“ é adquirir um posto de transformação para levar energia para o actual aviário situado na zona de Nauaya num espaço que conta com dez hectares, a doze quilómetros do centro da cidade.
A aposta de Anabela num matadouro, reside no facto dos grandes clientes preferirem o frango congelado ao invés do vivo que é a actual base do seu negócio.
Segundo avançou, já tem alguns contactos que podem permitir a rápida colocação do seu frango no mercado.
Apontou como exemplo o Grupo Terra Mar que está a abrir um supermercado em Nacala que individualmente está a precisar de 30 mil unidades.
Uma experiência similar a de Anabela reis encontramos Tiago Amorim desta feita na criação de gado. Começou há 22 anos com uma cabeça que tinha sido adquirida para o abate que depois acabou não sendo dando lugar a procriação num curral que tem agora 500 bovinos.
Amorim fornece actualmente 20 animais por mês para o abate na cidade de Nacala-Porto muito pouco ainda considerando as necessidades. A maior parte da carne consumida na cidade provêem de mercados longínquos como Maputo, facto que é apontado como uma oportunidade para a agro-pecuária na região onde esta está pouco difundida.
“A procura tem crescido ultimamente e não tem sido fácil atender às necessidades. A raça predominante é brahman apesar de ter fêmeas landi e freeslander”, disse.
Amorim diz não saber quanto investiu no negócio, uma vez que a sua área principal é o comércio e indústria donde tem tirado algum para a actividade agro-pecuária.
“Tem sido um investimento contínuo. Tenho aqui 100 suínos e estou a iniciar a criação de cavalos para lazer e para os grandes investimentos turísticos aqui na zona. O efectivo actual é de oito dos quais quatro nasceram aqui para além de dez burros”, ajuntou.
A agro-pecuária Amorim que ocupa uma área de 700 hectares também está a pensar introduzir a inseminação artificial, um método que visa a melhoria das raças.
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Preço de milho continua em queda |
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Escrito por Ricardo Sousa
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Domingo, 05 Maio 2013 06:26 |
Preço de milho continua em queda
O PREÇO de milho está em queda desde a primeira semana de Abril, altura em que na maioria dos mercados monitorados pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA) começaram a dar entrada cereais da presente campanha.
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
A semana de 22 a 29 de Abril teve como destaque quedas nos mercados das cidades da Beira em 20 por cento, Manica em 15 por cento, na vila de Alto Molócuè em 33 por cento e em Lichinga em 7 por cento.
Cenário contrário foi reportado na cidade de Tete e vila de Mutarara em 20 por cento em ambos os mercados.
Segundo o SIMA, com as quedas, o preço ao consumidor deste cereal passou para 9,14 meticais por quilograma (MT/kg) na cidade da Beira, 9,71MT/kg na cidade de Manica, 5,71MT na vila de Alto Molócuè e 8,00 MT/kg na cidade de Lichinga.
Os consumidores da cidade de Tete e da vila de Mutarara passaram a pagar 10,29 MT/kg e 6,86 MT/kg, respectivamente.
No que respeita ao sul do país, o SIMA refere que no mercado de Xiquelene, arredores da cidade de Maputo, deu entrada milho proveniente de Catandica, onde o preço de compra foi de 140,00MT a lata de 20 litros, enquanto o milho na cidade de Xai-Xai, que é proveniente de Chimoio, custou 180,00MT a lata de 20 litros.
Em Massinga foi encontrado milho proveniente de Dombe, adquirido ao preço de 160,00MT a lata de 20 litros. Nos restantes mercados da zona sul, na semana em análise, não deu entrada milho, mas existe milho em saldo nos mercados.
Relativamente à zona centro, a fonte destaca que no mercado da cidade da Beira deu entrada milho comprado na vila de Gorongosa ao preço de 25,00MT a lata de 5 litros. Por sua vez, o milho disponível na vila de Gorongosa é trazido de Canda, onde o produtor também pratica o preço de 25,00MT a mesma unidade.
“Em Nhamatanda há milho produzido no mesmo distrito, concretamente nas localidades de Metuchira e Bêbedo, onde o preço de venda é de 30,00MT a lata de 5 litros. A cidade de Manica está a comercializar milho proveniente de Mavonde e Messica comprado ao preço de 160,00MT a lata de 20 litros, enquanto na vila de Alto Molócuè existe milho de produção local, concretamente de Caromana, onde o produtor vende 6,00MT/kg”, frisa o SIMA.
Ainda na zona centro, a cidade de Tete tem milho vindo de Moatize comprado ao preço de 150,00MT a lata de 20 litros. Em Mocuba existe milho proveniente de Milange, onde o saco de 50kg custou 240,00MT, e da vila de Alto Molócuè.
Finalmente, na zona norte do país, a vila de Milange, além de ter abastecido a cidade de Mocuba, abasteceu também a cidade de Nampula com 1141 sacos de 50kg.
Em Pemba, de acordo com o SIMA, está sendo consumido milho de Ancuabe, onde o preço de compra foi de 5,00MT/kg. Na cidade de Montepuez há milho de produção local e, segundo os comerciantes, o preço de aquisição foi de 5,00MT/kg.
No mercado da cidade de Lichinga foi encontrado milho proveniente dos distritos de Muembe, Lichinga e Lago, onde o preço oscilou entre 140,00 e 150,00MT a lata de 20 litros.
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Preço de milho continua em queda |
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Escrito por Ricardo Sousa
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Domingo, 05 Maio 2013 06:26 |
Preço de milho continua em queda
O PREÇO de milho está em queda desde a primeira semana de Abril, altura em que na maioria dos mercados monitorados pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA) começaram a dar entrada cereais da presente campanha.
Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013Notícias
A semana de 22 a 29 de Abril teve como destaque quedas nos mercados das cidades da Beira em 20 por cento, Manica em 15 por cento, na vila de Alto Molócuè em 33 por cento e em Lichinga em 7 por cento.
Cenário contrário foi reportado na cidade de Tete e vila de Mutarara em 20 por cento em ambos os mercados.
Segundo o SIMA, com as quedas, o preço ao consumidor deste cereal passou para 9,14 meticais por quilograma (MT/kg) na cidade da Beira, 9,71MT/kg na cidade de Manica, 5,71MT na vila de Alto Molócuè e 8,00 MT/kg na cidade de Lichinga.
Os consumidores da cidade de Tete e da vila de Mutarara passaram a pagar 10,29 MT/kg e 6,86 MT/kg, respectivamente.
No que respeita ao sul do país, o SIMA refere que no mercado de Xiquelene, arredores da cidade de Maputo, deu entrada milho proveniente de Catandica, onde o preço de compra foi de 140,00MT a lata de 20 litros, enquanto o milho na cidade de Xai-Xai, que é proveniente de Chimoio, custou 180,00MT a lata de 20 litros.
Em Massinga foi encontrado milho proveniente de Dombe, adquirido ao preço de 160,00MT a lata de 20 litros. Nos restantes mercados da zona sul, na semana em análise, não deu entrada milho, mas existe milho em saldo nos mercados.
Relativamente à zona centro, a fonte destaca que no mercado da cidade da Beira deu entrada milho comprado na vila de Gorongosa ao preço de 25,00MT a lata de 5 litros. Por sua vez, o milho disponível na vila de Gorongosa é trazido de Canda, onde o produtor também pratica o preço de 25,00MT a mesma unidade.
“Em Nhamatanda há milho produzido no mesmo distrito, concretamente nas localidades de Metuchira e Bêbedo, onde o preço de venda é de 30,00MT a lata de 5 litros. A cidade de Manica está a comercializar milho proveniente de Mavonde e Messica comprado ao preço de 160,00MT a lata de 20 litros, enquanto na vila de Alto Molócuè existe milho de produção local, concretamente de Caromana, onde o produtor vende 6,00MT/kg”, frisa o SIMA.
Ainda na zona centro, a cidade de Tete tem milho vindo de Moatize comprado ao preço de 150,00MT a lata de 20 litros. Em Mocuba existe milho proveniente de Milange, onde o saco de 50kg custou 240,00MT, e da vila de Alto Molócuè.
Finalmente, na zona norte do país, a vila de Milange, além de ter abastecido a cidade de Mocuba, abasteceu também a cidade de Nampula com 1141 sacos de 50kg.
Em Pemba, de acordo com o SIMA, está sendo consumido milho de Ancuabe, onde o preço de compra foi de 5,00MT/kg. Na cidade de Montepuez há milho de produção local e, segundo os comerciantes, o preço de aquisição foi de 5,00MT/kg.
No mercado da cidade de Lichinga foi encontrado milho proveniente dos distritos de Muembe, Lichinga e Lago, onde o preço oscilou entre 140,00 e 150,00MT a lata de 20 litros.
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